Na história japonesa, o arroz e o peixe eram vistos, inicialmente, como um prato consumido pela população de classe média e baixa. Outras proteínas animais, como o porco e o boi, eram exclusivos da elite, que tinha o capital para a importação de alimentos exóticos. Com a introdução do budismo no país asiático durante o período Kofun em 675 a.C, o Imperador Temmu impulsionou mudanças nos hábitos alimentares da população. O consumo de diversos tipos de carne, incluindo carne de gado, cavalo, cachorro, macaco ou frango, em qualquer época do 4º ao 9º mês do ano foi condenado à morte. Já em 752 a.C, a Imperatriz Koken deu um passo além e proibiu toda pesca no país, o que impulsionou uma maior produção de arroz e outros alimentos de origem vegetal. A carne retornou à comida japonesa à medida que a China, a Coreia e outros países influenciaram um pouco menos o Japão.
O Yakitori são pedaços de frango e miudezas, colocados em um espeto e grelhados na brasa de carvão vegetal.
O Sukiyaki é uma espécie de ensopado com carne em fatias finas, legumes e verduras, cozidos numa panela rasa.
O Ramen é uma suculenta sopa de macarrão com muitos ingredientes como pedaços de carne e legumes. Ele é consumido bem quente.
O Okonomiyaki é uma espécie de panqueca contendo uma variedade de ingredientes.
O Sushi tem como principais ingredientes arroz cozido e temperado, peixe cru no recheio ou cobertura ou enrolado em nori.
O Yakiniku significa “carne grelhada” e é assim como é chamado o famoso e popular churrasco japonês. Consumido com molho tarê
O Yakisoba consiste em fritar o macarrão com pedaços de carne de frango e bovina, juntamente com uma variedade de legumes.
O Tempura consiste em tiras bem finas de legumes, vegetais e frutos do mar misturados a uma massa bem fina e fritos.
Aprenda a fazer o arroz temperado para sushi
Acesse um guia básico da culinária japonesa para você dominar o cardápio
A culinária japonesa tradicional, conhecida como “Washoku”, é uma das duas únicas tradições gastronômicas reconhecidas pela ONU como Patrimônio Imaterial Cultural. A cozinha francesa é a outra homenageada.
O consumo de carne de peixe, a base do cardápio japonês, aumenta os níveis de ômega 3 no organismo. Além de combater alergias e processos inflamatórios, ajuda a diminuir os níveis de triglicerídeos e colesterol ruim enquanto aumenta os níveis do colesterol bom.
O chá, especialmente o chá verde, está presente em praticamente todas as refeições e é servido gratuitamente em muitos restaurantes. Além de fazer parte das tradições culturais milenares como o Chado (Cerimônia do Chá), a bebida contribui para a digestão e proporciona outros benefícios para a saúde.
Você sabia que Wasabi ajuda no processo digestivo e é altamente bactericida? Pois é, ela é rica em potássio, cálcio, magnésio, fósforo e oferece benefícios à saúde por apresentar propriedades antibióticas.
Cada detalhe da cozinha japonesa é muito bem pensado, por isso, ela é considerada uma verdadeira arte. Um exemplo são os wagashi, doces tradicionais da confeitaria japonesa.Os wagashi representam a essência e o refinamento desse tipo de cozinha. A beleza dos doces foi um chamariz para que expandissem seus horizontes e fossem conhecidos pelo resto do mundo.
Em 1945, milhares de pessoas morreram com as bombas atômicas lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki. Mesmo assim, muitos médicos e enfermeiros que ajudaram os sobreviventes não sofreram os mesmos efeitos da radiação. Uma possível explicação está no consumo tradicional de missô, usado no missoshiro. Estudos indicam que substâncias presentes no missô ajudam a proteger as células contra danos causados pela radiação. Após o acidente de Chernobyl, o alimento chegou a ser exportado para a Rússia como forma de prevenção.